Reposição e troca de peças do carro: ¿por km ou anos?
Mudar as peças do carro tende a acontecer quando se prevê que as mesmas já estão muito desgastadas. Contudo, qual é o melhor: realizar esse cálculo por km ou por anos?
10/10/2019
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Os condutores mais preocupados com o cuidado, segurança e manutenção dos seus veículos tendem a realizar pelo menos duas revisões anuais numa oficina: uma projectada para preparar a inspecção periódica obrigatóriae outra para detectar ou trocar peças do carro que apresentem desgaste. Esta última é geralmente feita na possibilidade de uma peça estar ou que esteja prestes a desgastar-se e necessita ser trocada.
Mas como controlar este “timming” com a oficina... através de quilómetros percorridos ou ano(s) após a substituição anterior?
Qual a melhor altura para fazer a revisão ou trocar peças no seu veículo
Assim como outras causas que afectam o veículo, o nível de desgaste de uma peça irá ser determinado por dois fundamentos muito importantes:
O que nos indica o manual do fabricante: Nem tudo o que lemos ou ouvimos é mais importante do que nos indica um profissional... o primeiro indício que devemos ter em consideração sobre o desgaste de uma peça por tempo ou por rota é o que o fabricante nos indica. A substituição de peças como a correia de transmissão são normalmente previstas por quilómetros, sem dúvida. Já outras, dependerão das qualidades da própria peça e da sua incorporação dentro do conjunto.
O tipo de condução que temos: trocar as peças do carro não é como ter uma data de validade como acontece com os alimentos. Ao cuidarmos ou habituarmos as peças a certos hábitos, o desgaste será maior ou menor. Não é o mesmo ter que ir a uma oficina para trocar de travões na Covilhã, onde costumamos usá-los mais para uso urbano, do que quando precisamos de trocar de travões em Lisboa, pois pressupõe-se um uso menor devido a engarrafamentos ou marchas mais lentas.
Momentos-chave para fazer revisão ao carro ou trocar as peças do veículo
Com base nestes apontamentos podemos ter uma ideia de quando devemos ir a uma oficina de confiança para a manutenção e substituição das peças do carro. No entanto existem “datas-chave” nas quais, em caso de dúvida, podemos ter em maior atenção cada aspecto.
Estas datas são geralmente combinadas entre os próprios fabricantes de automóveis e oficinas, para que não tenhamos que nos preocupar a cada X tempo ou quilómetros para a substituição de peças específicas:
Todos os anos: a Inspecção periódica obrigatória para além de garantir a aprovação do carro, é um lembrete eficaz no que diz respeito ao tempo de substituição de cada peça e do seu estado de desgaste. Por outro lado, recomenda-se uma segunda revisão anual para que certas peças possam ser verificadas e substituídas: como é o caso dos filtros, fluidos, escovas, sistema de ar condicionado, etc.
25.000 km: é a indicação de que as pastilhas ou discos de travão podem começar a apresentar desgaste.
50.000 km: é a data média marcada para peças de reposição: como lâmpadas, velas entre outras peças de aquecimento.
75.000 km: nesta altura os amortecedores já não executam tão bem como deviam. Lembre-se de “mudar o jogo completamente”, ou pelo menos, mudar os do mesmo eixo. Os tambores de travão são também outras peças fundamentais para “estar de olho” quando atingir esses quilómetros.
4 anos: é o momento que, em média, a bateria se esgota.
100.000 km: kit de distribuição como a corrente, entre outros... são peças importantes pois são o “suporte dos quilómetros”. Posto isto, será aconselhável não deixar atingir este limite para se evitar o risco de o sistema de distribuição entrar em avaria.
A importância de uma oficina de confiança na revisão e/ou alteração de peças do seu automóvel
Para além dos mencionados anteriormente, podemos acrescentar um que é igualmente ou ainda mais importante e que identifica o momento ideal para trocar ou substituir as peças do seu carro: a qualidade e profissionalismo da sua oficina e mecânico de confiança.
Após comprar o veículo, é o fabricante (também informado através do manual) que com base nas qualidades e peças incorporadas irá determinar o momento em que as mesmas devem ser verificadas.
Quando o carro passar na oficina para realizar a primeira revisão ou troca de peças, a responsabilidade deixa de ser exclusivamente da marca e passa a ser também do mecânico. Devemos garantir que a oficina escolhida para levar o carro e efectuar estas mudanças, seja uma de confiança, e que use peças aprovadas por marcas de qualidade e que nos ofereçam garantias de uso e segurança.
Ao escolher uma oficina que não esteja em conformidade com estes princípios, pode significar a que não saibamos quando uma peça deva ser alterada, ou como se encontra o seu estado original. Esta situação pode resultar, no melhor dos casos, a uma substituição mais cedo do que o esperado... ou no pior, uma avaria.
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